Encarar
o processo de envelhecimento com naturalidade é a chave para
viver feliz
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(Texto: Erika
Horigoshi/NB | Foto: Divulgalção)
Olhar-se no
espelho e ver o resultado das transformações ocorridas ao
longo de toda uma jornada. Essa é a experiência de encarar
a vaidade e a questão da beleza na terceira idade, quando os reflexos
da vivência ao longo de décadas são efetivamente notados.
"O envelhecimento é parte de um caminho nem sempre bem aceito
em sociedade", explica o psicólogo e pesquisador convidado
da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Jaime Lisandro Pacheco.
O
velho e o novo
A vida moderna
e a sociedade de consumo são fatores desfavoráveis ao processo
de envelhecimento. "Por analogia, a moderna sociedade de consumo
compara, de forma consciente, a pessoa e a coisa. O velho é tido
como ultrapassado, logo, é necessário que algo novo se coloque
em seu lugar", esclarece Pacheco. Por isso, em muitos casos, a pessoa
que envelhece passa a não se "aceitar" perante as demais.
"Esse fato se reflete especialmente no caso feminino, na mudança
de mulher desejada para a ausência desse desejo".
Nova
interpretação de beleza
Além
das pessoas que não conseguem administrar bem a fase de envelhecimento,
há aquelas que chegam à terceira idade com vontade de viver
e de aproveitar tudo o que essa etapa pode oferecer. "A forma como
as pessoas enfrentam a velhice é distinta. Há quem entenda
isso com segurança, com tranqüilidade interna. É quando
nos deparamos com gente cuja estrutura de personalidade permite olhar
para o passado e identificar que perdas e ganhos fazem parte do processo",
descreve o especialista da Unicamp.
Feliz
com o espelho
Mais importante
do que investir nos truques de beleza para retardar o envelhecimento é
entender de que maneira ele completa o desenvolvimento de uma pessoa.
"Uma senhora de 60, 70 anos jamais será como uma garota de
20. À medida haja essa compreensão, ela poderá trabalhar
sua estrutura e se amar ainda mais nessa fase da vida", orienta.
Para lidar
com essa situação, o psicólogo recomenda leituras
e atividades sobre o assunto. "Mesmo os mais novos podem procurar
esse recurso, já que convivem com familiares mais velhos e um dia
também passarão por isso", finaliza Pacheco.
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