Em
alguns casos, a cirurgia é a melhor opção para
tratar o quelóide, com auxílio também de outros
procedimentos
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As mulheres
são vaidosas por natureza. Em geral, odeiam varizes, estrias, celulite
e também cicatrizes. Esta última torna-se ainda mais desagradável
se for um quelóide (cicatrização exagerada de uma
lesão feita na pele).
Com o avanço
da tecnologia e da medicina estética, existem, hoje, inúmeros
tratamentos para acabar ou amenizar a formação do quelóide.
Confira as opções que o Zashi separou para você.
Tratamentos
Uma clínica
na Vila Mariana, em São Paulo, oferece dois tratamentos para quelóide:
infiltração com corticóide ou bleomicina e o laser.
Segundo o diretor Marcelo Bellini, antes de escolher o tipo de tratamento,
é necessário que o paciente seja diagnosticado. A
infiltração com corticóide ou bleomicina é
usada para abaixar a cicatriz. O tratamento a laser serve
para amenizar o avermelhado. Em casos de cicatrizes muito escuras, fazemos
um tratamento preventivo com um creme à base de clareadores.
Em caso de
cicatrizes hipertróficas, a clínica oferece a crioterapia
(um tratamento de base de nitrogênio líquido). Congelamos
a lesão, destruindo as células em formação
que causam a cicatriz. Para isso, o nitrogênio líquido é
aplicado numa temperatura abaixo de 178ºC, diz Marcelo.
O diretor informa
que o tratamento à base de corticóide custa R$ 150. O laser
varia de R$ 200 a R$ 300 e o de nitrogênio sai por R$ 150. Esses
valores são cobrados por sessão e a quantidade de sessões
irá depender do número e do tamanho das lesões. Quanto
mais precocemente você tratar, mais acessível o preço
vai ficar.
Um outro centro
de tratamento na Rua Maria Figueiredo, em São Paulo, oferece três
tratamentos para quelóide: infiltração com corticóide,
aplicação de nitrogênio líquido (crioterapia)
e luz intensa pulsada com quantum usada para tratar manchas na
pele ou quelóides avermelhadas.
De acordo com
a dermatologista Jussara Marin, não existem quelóides iguais.
Em alguns casos, a intervenção cirúrgica com
uso de anestesia local é a melhor opção. Entretanto,
é necessário que essa operação esteja aliada
a outros tratamentos, caso contrário, a cicatriz indesejável
pode voltar.
Betaterapia
A Betaterapia
é o tratamento que utiliza radiação ionizante na
prevenção da formação do quelóide e
das cicatrizes hipertróficas. O material radioativo utilizado é
o estrôncio 90 (Sr 90), que lança radiação
Beta na camada da pele onde se encontram as células responsáveis
pela formação do quelóide.
Segundo o
radioterapeuta Sérgio Mortolai Libonate, de uma clínica
do Jardim Paulista, a radiação Beta tem baixa penetração
nos tecidos; portanto, qualquer barreira entre a placa de Beta e a cicatriz
(ex: curativos, esparadrapos) prejudicará o resultado. Além
de não permitir visão direta da cicatriz a ser tratada.
De acordo com
Libonate, a Betaterapia é indicada no pós-operatório
de cirurgias plásticas e cesarianas. Nesses casos, quanto
mais precoce o início da Betaterapia, mais efetivo será
o resultado. O tratamento é indolor e tem duração
de duas semanas. São necessárias no mínimo dez sessões
e custo varia de R$ 1,5 mil a R$ 2 mil, afirma.
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