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Assim como
as celulites, as estrias têm destaque entre as principais inimigas
da beleza feminina. Todas as pessoas estão predispostas a desenvolver
esse inconveniente que, em determinado estágio, não encontra
nenhuma espécie de tratamento eficaz.
Formadas pelo
estiramento da pele, as estrias são cicatrizes que aparecem normalmente
no quadril, coxa, culote, abdôme, bumbum e mamas. São
lesões lineares, geralmente paralelas, causadas pelo rompimento
das fibras de colágeno e elastina, responsáveis pela elasticidade,
que estão localizadas na camada mais profunda da pele, a derme,
explica a dermatologista da Clínica Dermatológica Paula
Bellotti, Denise Barcelos.
Fases
e desenvolvimento
O estiramento
da pele e, conseqüentemente, as estrias podem ser ocasionados devido
a diversos fatores. Geralmente, ocorre por um aumento rápido
da área em questão que se pode dar tanto pelo aumento de
peso como pelo crescimento, afirma o dermatologista André
Luis Pellegrin. A hereditariedade, as alterações hormonais
e o uso prolongado de determinados medicamentos são outros fatores
que propiciam o surgimento das estrias.
Essas lesões
são classificadas basicamente em dois estágios: vermelhas
e brancas. A vermelha é o primeiro estágio das estrias.
Trata-se de lesões avermelhadas ou rosáceas com aparência
semelhante a arranhões. Elas são mais escuras por causa
do processo inflamatório das fibras, que, para reverter o quadro,
envia mais sangue para a área afetada, deixando a região
mais escurecida. Nessa fase, é possível solucionar o problema,
pois o tecido ainda apresenta capacidade de regeneração,
esclarece Denise.
Quando as estrias
se transformam em esbranquiçadas, o problema é ainda maior,
pois, nesse estágio, nenhum tratamento consegue apresentar um resultado
satisfatório para a eliminação das lesões.
Nessa etapa, elas são mais largas e têm, em média,
de 2 mm a 4 mm, diz a dermatologista.
Prevenção
e tratamento
Embora nem
sempre o resultado seja satisfatório, o laser é o tratamento
mais indicado para as estrias. Eles estimulam a produção
de colágeno, renovando a pele, conta Denise.
No entanto,
é preciso lembrar que as estrias esbranquiçadas não
têm nenhuma espécie de solução. Os tratamentos
melhoram, mas não somem com a estria totalmente. É preciso
lembrar que a estria é uma cicatriz, alerta André.
A melhor forma
de combater o estiramento da pele é a prevenção.
A primeira tarefa é bastante simples, mas precisa ser seguida
com disciplina. Prevenir é nada mais que hidratar a pele diariamente.
As pessoas com pré-disposição a ter estrias devem
redobrar os cuidados e usar produtos que tenham na formulação
colágeno, elastina, óleos vegetais e agentes emolientes.
A segunda dica é manter hábitos saudáveis e evitar
o uso de roupas muito apertadas, ensina Denise.
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| Conheça
alguns fatores que podem propiciar o surgimento das estrias.
Alteração
hormonal:
O aumento da produção de hormônio estrógeno
durante a puberdade e a gravidez propicia o estiramento da pele e, conseqüentemente,
o surgimento das indesejáveis estrias.
Medicamentos:
O uso prolongado de corticóides via oral ou tópico
aumenta a retenção de líquidos e altera a hidratação
normal da pele, ocasionando edemas, diminuição da elasticidade
da pele e estiramento das fibras elásticas.
Dietas:
Nesse caso, o famoso efeito sanfona (ato de emagrecer
e engordar repetidamente) gera o estiramento excessivo das fibras elásticas,
causando o surgimento das estrias.
Hereditariedade:
Famílias que apresentam casos de estrias entre parentes podem
ter mais propensão, devido às características genéticas.
Exercícios físicos:
A atividade física intensa para aumentar a massa muscular
associada a uma alimentação inadequada pode ajudar no aparecimento
de estrias.
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