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Miss Festival do Japão

Camila Oyama com o papai Vicente

Kendi Yamai com Jaqueline Hara e Camila Oyama

Caren Utino e Fany Nakazawa no time dos jurados

Ikeda, da OK TV
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Ela
apareceu lentamente no palco, desfilando como se fosse uma veterana das
passarelas. Rosto angelical e um sorriso meigo despertaram a atenção.
Entre os jurados, era uma forte candidata ao título. O público
também a ovacionou. E não deu outra. Entre 29 candidatas,
a paulista de Osvaldo Cruz, Camila Bettiol Oyama, 15, foi a vencedora
do 4º Miss Festival do Japão, realizado no dia 15 de julho,
no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo.
A sul-matogrossense Maira Yuri Shiraishi, de Campo Grande, e a paranaense
Jaqueline Yumi Hara, de Londrina, foram eleitas 1ª e 2ª Princesas,
respectivamente.
Foi
a segunda vitória de uma representante do interior paulista. No
ano passado, quem faturou a viagem ao Japão, prêmio dado
à mais bela do concurso, foi Liene Neves Ura, de Presidente Prudente.
Em 2003, deu Caren Utino e, no ano seguinte, Fany Nakazawa. Ambas são
da capital.
Além
de ganhar a passagem para o Japão, Camila tem boas possibilidades
de tornar-se modelo naquele país. Ainda não há, porém,
nada oficial. Ela leva jeito, é bonita, simpática
e tem carisma, elogia Kendi Yamai, apresentador e organizador do
concurso, que integra a programação oficial do 9º Festival
do Japão, com encerramento neste final de semana, dias 22 e 23.
Para
Camila, Maira e Jaqueline, o sonho de tornarem-se modelos profissionais
começa agora. Beleza para elas não é problema. A
primeira venceu, há dois meses, o título de Miss Sushi Fest
em Presidente Prudente, a segunda foi a Rainha da Colônia Japonesa
na Festa das Nações em Campo Grande; e a terceira, Garota
Oriental, em junho, em Londrina. Apesar do sonho em ser modelo,
é preciso ter os pés no chão. Se surgir a oportunidade,
ótimo, mas isso não pode se tornar uma obsessão,
diz Camila. Quero seguir a carreira, mas sei das inúmeras
dificuldades. É uma vida que exige sacrifícios e mais cuidado
com a saúde, avalia Jaqueline. Já fiz alguns
trabalhos, mas não sou agenciada. Com apoio da família,
espero ir em frente, complementa Maira.
Acompanhada
apenas do pai Vicente Oyama, ex-vereador em Osvaldo Cruz, Camila era só
sorrisos após ser eleita Miss Festival do Japão. E tinha
motivos de sobra para isso. No mesmo dia, sua mãe, Sueli Betteiol
Oyama, recebia o diploma por concluir o curso de Enfermagem na Faculdade
Adamantinense Integrada. Senti falta dela, mas sei que, mesmo a
distância, ela torcia por mim, descreve.
A
apreensão e a ansiedade que Jaqueline diz ter sentido antes de
subir ao palco do festival também foram compartilhadas com seus
pais, José Yoshikatsu e Tieko Hara. Havia muitas meninas
bonitas, cada qual com uma beleza diferente, argumentam. A
Maira veio apenas para participar. Fizemos a inscrição em
cima da hora, mas, se quiser se tornar modelo, já tem meu apoio,
adiantava Kátia, mãe da 1ª Princesa.
Neste
primeiro final de semana, a comissão organizadora estima que cerca
de 40 mil pessoas tenham passado pelo Centro de Exposições
Imigrantes. O objetivo da Federação das Associações
de Províncias Japonesas no Brasil (Kenren) é chegar a 150
mil visitantes nos quatro dias. A entrada no festival custa R$ 5; o estacionamento,
outros R$ 15. O Centro de Exposições Imigrantes fica na
Rodovia dos Imigrantes, km 1,5.
Veja as fotos de todas as candidatas!
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