
BELEZA
- Juliana equilibra o tempo para curtir a família e fazer trabalhos:
Amo o que faço |
(Texto:
Silvio Muto/NB | Fotos: Divulgação e Agência Fotosite/Divulgação)
A paranaense
de Cruzeiro do Oeste sempre gostou de moda. O sonho de ser modelo começou
a se mostrar promissor quando Juliana venceu o concurso da Elite Models
em seu Estado, aos 14 anos. Mas só vim a São Paulo
aos 18, porque minha mãe falou que eu era muito nova e que deveria
terminar os estudos, disse. Até completar essa idade,
só fazia trabalhos no meu Estado, nos finais de semana.
A terminar
o ensino médio, Juliana engravidou seu filho Ricardo tem
3 anos, e mora com a avó no Brasil. Contrariando todas as previsões
pessimistas para sua carreira, depois da maternidade, seu corpo ganhou
mais proporcionalidade. Em 2005, depois de desfilar para a Gucci, a carreira
internacional engrenou.
Atualmente,
ela é modelo da Ford Models. Seus mais recentes trabalhos incluem
as campanhas mundiais da Levis, Diesel e Victorias Secret.
Em sua atribulada vida de modelo, divide seu tempo entre São Paulo,
onde mora sua família, e seu apartamento na Rua 54 com a 10ª,
em Nova York.
Sobre suas
finanças, Juliana prefere não entrar em detalhes, mas revela
que a carreira já lhe proporcionou uma condição econômica
confortável. E reitera seu amor pela família: Procuro,
sempre que possível, ajudar minha família. Sempre fomos
muito unidos; um ajudando ao outro.
Com 1,78 m
e 54 kg, Juliana tem em seu currículo trabalhos para Dolce&Gabbana,
Vogue Paris e France Magazine. E, no que depender dela, muitos desfiles
ainda virão. Quero trabalhar até os 35 anos. Se me
cuidar bem, dá para desfilar bastante. Amo o meu trabalho.
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Nippo-Brasil:
Como foi o contato com a cultura japonesa na infância?
Juliana: Quando criança, em Cruzeiro do Oeste (PR), onde a presença
nikkei é forte, era muito ligada à religião budista,
na Nichiren Daishonin. Tenho sempre a imagem das reuniões religiosas,
das festas da colônia. Nessas festas, lembro que dançava e
tocava instrumentos. Hoje, não toco mais nada, mas as lembranças
são muito boas daquela época.
NB:
Você gosta da culinária japonesa?
Juliana: Apesar de não saber preparar nada, adoro! Em Nova
York, existem restaurantes japoneses maravilhosos. Gosto de sushi, mas,
como na maioria das vezes estou sem tempo, peço logo dois temakis
de salmão bem grandões e mando para dentro (risadas).
NB: Como
está sua vida de mamãe e modelo? Difícil?
Juliana: Em minha vida, não vejo nada pelo lado da dificuldade.
Minha carreira sempre foi muito marcada pela batalha. O fato de ter um
filho, para mim, é um motivo para trabalhar mais ainda.
NB: Você
entende que o padrão de beleza oriental está em alta no
Brasil?
Juliana: Não só no Brasil, como no mundo todo. Por incrível
que pareça, até o Japão está aceitando melhor
o seu próprio padrão. Quando desfilei lá pela primeira
vez, tinha 16 anos e vi que a maioria das modelos nos desfiles era loira.
Hoje, vejo que, em todos os lugares, a beleza oriental é muito
mais procurada, por ser diferente, exótica.
NB: O que
acha das modelos japonesas?
Juliana: Conheço a Ai Tominaga, que é a mais famosa,
a Anne Watanabe e a Devon Aoki. O que mais me chamou a atenção
nelas foi o profissionalismo. Além de lindas, são muito
focadas em seu trabalho.
NB: Em sua
carreira profissional, nunca teve problemas com o peso?
Juliana: Engraçado que, depois que ganhei meu filho, emagreci
mais. Ainda bem que nunca tive esse problema. Quando era bebê, era
bem rechonchudinha. Minha mãe sempre se preocupou com minha alimentação.
Também pratiquei esporte quando era mais nova. Quando tinha 14
anos, já tinha 1,80 metro de altura. Minha vida sempre foi muito
saudável.
NB: O que
pensa de seu futuro profissional daqui para frente?
Juliana: Amo meu trabalho. Meu foco é de ter uma carreira bem
longa. Não me vejo parando tão cedo.
NB: E como
vai a vida sentimental?
Juliana: Separei-me no ano passado e agora estou sozinha. Lógico
que gostaria de ter um namorado, mas isso é complicado. Tenho que
achar alguém que tenha disponibilidade de viajar bastante (risos).
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